Atrás de qualquer "Como" existe sempre um grande "Porquê"!

Nas nossas relações interpessoais, no nosso caminho como líderes, trabalhando ativamente na melhoria da cultura organizacional, nas relações com as nossas equipas, nas nossas conversas com outros ou apenas na observação de comportamentos à nossa volta, todos fazemos interpretações rápidas do significado de uma atitude, e até de intenções, que levam outros a comportarem-se com através de um determinado padrão.





Será que entendemos realmente as pessoas?

Será estamos a fazer realmente um bom trabalho na forma como nos relacionamos com quem fala ou interage connosco?


Nas nossas relações interpessoais temos tendência para querer entender rápido o que alguém nos diz, seja verbalmente, seja através de uma atitude e, com as novas tecnologias, por vezes através de uma pequena frase. Queremos respostas rápidas. Desejamos entender rápido.


Por vezes esquecemos que, também nós, utilizamos muitas vezes expressões pequenas para testar se quem nos está a ouvir está em condições para nos escutar o que normalmente guardamos a 7 chaves para dizer a seguir. Muitas vezes não sentimos que aquela pessoa possa estar preparada para nos escutar. Dizemos coisas sem nexo, mesmo para nós. Agimos com tensão quando procuramos carinho e compreensão. Estamos muitas vezes calados a observar o momento certo para nos podermos expressar. Ainda assim temos sempre mais tendências para justificar o que estamos a fazer e fugir da intenção. Do porquê de fazermos ou dizermos o motivo. A causa.


Esses padrões que observamos, por vezes ativam memórias internas dentro de cada um de nós. Ao ativarmos memórias (padrões de comportamento anteriores), ativamos também uma emoção interior que tem, na maioria dos casos, uma base assente num comportamento antigo e não no comportamento que estamos a observar.


Vivemos num mundo superficial onde todos gostamos muito mais de julgar os outros do que realmente entender. Julgamos a maioria das vezes através do nosso mundo interior o que é o mundo interior do outro.

Se queremos viver num mundo melhor, onde todos são mais reais, mais sinceros, mais conectados com eles próprios e com o mundo que os rodeia, precisamos criar abertura, segurança e confiança. Precisamos estar mais disponíveis para escutar os “porquês” de cada um. Precisamos querer entender mais o que está por detrás de uma frase, um olhar, uma pequena expressão.

Precisamos construir culturas mais saudáveis, onde podemos ser mais nós próprios. Expor as nossas ideias, os nossos medos, as nossas crenças, as nossas convicções. Precisamos construir mundos reais e deixar de viver num mundo de ficção cientifica.


Temos que perguntar mais e estar preparados para escutar o que vem a seguir, porque o que vem a seguir é normalmente mais importante do que o que vem primeiro.





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